Informações
- televisão a qualquer hora, a qualquer lugar
- produção de conteúdos televisivos por qualquer pessoa
- aumenta a qualidade no sinal e percepção da imagem, mas o conteúdo, ao ser produzido por qq pessoa, perderá a qualidade, podendo tornar-se banal.
- facilidades da Internet para a televisão
- interação do telespectador, participação
Livros lidos:
Os exercícios do ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva / Jesus Martín-Barbero, German Rey; tradução de Jacob Gorender. – São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001.
A significação social das mídias está mudando. Junto com sua capacidade de representar o social e construir a atualidade, persiste sua função socializadora e de formação das culturas políticas. Entrelaçadas com a história das sociedades modernas, as mídias, além de “mostrar” como vão ocorrendo as mudanças, as acompanham. (p.73)
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ECOS REVISTA.Pelotas: Universidade Católica de Pelotas; EDUCAT, V.10, Nº1, jan. - . jun./2006
USABILIDADE E ENTRETENIMENTO NA TV DIGITAL INTERATIVA
Autor: Lauro Teixeira
“A TV Digital Interativa surge em alguns países da América Latina como promessa de inclusão digital e democratização da mídia”. (p.183)
Neste cenário, a usabilidade que já ganha espaço no design de interfaces para Internet, tornando “fácil e intuitivo” o consumo de conteúdo interativo por parte do usuário, tende a ser usada pelos grandes grupos da mídia como ferramenta de fidelização. (p.183)
Interatividade
Os canais de interatividade, principalmente as interfaces com as quais lidamos nascem de uma necessidade humana de comunicação e da construção de intercâmbio do conhecimento” (p.185)
“Em seu sentido mais simples, a palavra (interface) se refere a softwares que dão forma à interação entre usuário e computador. A interface atua como uma espécie de tradutor, mediando entre as duas partes, tornando uma sensível a outra (...) Para que a mágica da revolução digital ocorra, um computador deve também representar-se a si mesmo ao usuário, numa linguagem que este compreenda.” (JOHNSON, 2001, p.17) - autor citando outro autor (p.185)
Usabilidade
Para que uma interface se torne realmente útil “ao maior número possível de pessoas” dentro do segmento a ser atingido, a usabilidade diz que ela deve ser fácil de usar, deve ser intuitiva ao mesmo tempo em que não perca sua eficiência funcional. (p.187)
Entretenimento no Audiovisual Interativo
Conhecemos por usuários, aqueles que se beneficiam da usabilidade. Necessariamente, aquelas pessoas que utilizam algum tipo de serviço proveniente de um sistema de informação. Os que antes eram chamados de espectadores, no contexto de cibercultura passam a ser chamados de usuários, independentemente do nível de participação (interatividade) que exercem com o meio. Mesmo na TV tradicional somos usuários. (p.191)
Usabilidade para o Entretenimento
A TV Interativa está causando uma revolução no mundo todo por causa doseu poder de feedback. (p.193)
A transmissão digital promete igualar a qualidade do sinal a ser transmitido por várias emissoras e com isso aumentar o número de canais, inclusive com a viabilização de canais comunitários e educativos (...) (p.193)
A TV Digital Interativa, que ainda não temos abertamente no Brasil, é entendida no mundo basicamente de três maneiras:
- TV Expandida: onde a interatividade é necessariamente ligada ao conteúdo televisivo. O usuário visualiza informações a respeito do programa, participa de promoções, responde a enquetes, baixa aplicativos como games e rigtones, troca legenda ou áudio (idioma) dos filmes, etc;
- Serviços: onde o aparelho receptor de TV se comporta como um terminal de acesso à web. O usuário manda e-mails, mensagens de celular, acessa a conta bancária, previsão do tempo, horóscopo, etc.;
- Navegação: este último diz respeito à arquitetura de informação do canal ou servidor de canais. Refere-se ao modo como os usuários irão se relacionar com os objetos de interatividade como menus, guias de navegação, programação do canal, etc. (p.197)
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Comunicação & Sociedade / Programa de Pós-graduação em Comunicação Social; Universidade Metodista de São Paulo. – Ano 29, nº 48, 2 semestre de 2007. São Bernardo do Campo: Umesp
Contextualizando a TV digital
Sebastião Squirra
(...) os recursos que estarão embutidos na TV digital permitirão assistir ao que se quer, onde e como se desejar, agrupando estilos de programação ao desejo de composição do telespectador, uma vês que a tecnologia permitirá que o usuário monte sua grade individual de programação e, ainda melhor, com a eliminação dos comerciais. (p.19)
(...) o poder migra para o indivíduo, para o consumidor, para o telespectador. E isto não é pouco: representa, de fato, o rompimento do modelo sólido de comando implantado várias décadas atrás e que garantiu ás emissoras o poder da programação, da definição do que todos devem assistir, em suas formas, conteúdos e horários. (p.19)
A televisão digital no Brasil: do sonho à realidade
André Barbosa Filho
A TV digital integra usos e funções de comunicação procedentes de outros meios; ou ao menos as possibilidades de comunicação presentes em outros meios. (p.34)
A TV digital vai oferecer à população brasileira uma melhoria significativa na qualidade de imagem em definição padrão (igual ou superior à de DVD), alta definição (imagem semelhante à do cinema com som estéreo), acesso a serviços via controle remoto da TV (comunicação direta com órgãos do governo, acesso às consultas no Sistema Único de Saúde, verificação de dados da Previdência, programas de educação a distância, etc) e alta qualidade técnica nas transmissões (sem “chuvisco”, “fantasmas” ou interferências). (p.35)
Convergência tecnológica e a interatividade na televisão
Valdecir Becker
A tecnologia digital permite o tráfego de informação entre mídias diferentes, ou entre diferentes redes de comunicação, como radiodifusão e telecomunicações. (p.66)
“Uma implicação importante é que muitos formatos híbridos de mídia, combinando áudio, vídeo, texto e imagem, devem emergir, ofuscando totalmente a antiga distinção entre rádio, televisão, imprensa e telefone” (Straubhaar e Larose, 2004, p. 14) – autor citando outro autor (p.66)
Imagens, áudio e texto não apenas trafegam juntos, mas se complementam. O conteúdo é multimídia. (p.67)
Como principais vantagens da transmissão digital, podemos citar: a melhoria significativa na qualidade da imagem e do som, menor potência necessária para realizar a transmissão e melhor uso do espectro de freqüência utilizado palas emissoras. (p.68)
Straubhaar e Larose (2004) separam a interatividade em dois campos: um baseado na abordagem humana e outro na composição da mensagem. Segundo eles, para um sistema de informação ser interativo “deve ser capaz de convencer usuários de que estão interagindo com umser humano, não com uma máquina”. (p.71) - autor citando outro autor
A tecnologia permite que o telespectador tenha um papel ativo diante da televisão, deixando apenas de receber informações já prontas para se tornar em um potencial emissor de informação. (p.72)
Para Marcelo Souto Maior, o principal desafio da TV interativa é “mudar os hábitos de usuários passivos, como são os telespectadores, para que se tornem participoativos” (Souto Maior, 2002, p.1) (p.72)
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Apropriação de conteúdos e cidadania comunicativa
Gino Giacomini Filho
Mônica Pegurer Caprino
A apropriação de conteúdos na comunicação é o processo pelo qual o receptor capta e dá algum novo sentido à mensagem recebida, podendo inclusive alterá-la ou reprocessá-la para que ele mesmo ou outros a possam utilizar. Tal processo imbrica-se com o conceito de “interatividade”, que incrementou sobremaneira o modelo comunicacional que previa as reações do receptor (resposta, retorno, feedback) diante do emissor. (p.100)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
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