domingo, 4 de maio de 2008

OPINIÃO PÚBLICA

A opinião pública:
- precisa ser coletiva
- exige que as ipiniões individuais sejam expressas
- não são consenso - exige contradições
- não é a soma das opiniões
- precisa que as pessoas tenham informação para comentá-la
- transforma-se constantemente, pois a cada nova informação, há novas opiniões
- fomenta discussão diante do assunto
- não é necessariamente a opinião da maioria
Se todos pensam a mesma coisa, se torna uma crença, deixa de ser opinião pública. Pressupõe debate público em que sujeitos se põem diante de outros apresentanto posições, ouvindo as posições deles e a elas retrucando.
É o repertório comum de posições e juízoz públicos, a respeito das coisas, pessoas, fatos e questões. Não é simplesmente o sujeito coletivo de opiniões, mas o sujeito coletivo capaz de manifestar decisões.

11 HIPÓTESES

Livro: Controle da Opinião Pública
Nilson Lage
1ª Hipótese:
O objetivo do controle da opinião pública é preservar estado de coisas em benefício de um sistema de poder.
O controle exercido através dos veículos de informação pública é mais ágil e reage às mudanças de conjuntura (ocasião), indicando como verdadeiras as perspectivas momentaneamente conveniente aos núcleos de poder.
2ª Hipótese:
O controle da opinião pública jamais é absoluto numa sociedade.
Nas sociedades modernas são pautadas por uma pluralidade de interesses e, por mais amplo que seja o mecanismo de controle de opinião, não atingirá com a intensidade necessária todos os indivíduos.
3ª Hipótese:
Os sistemas de poder modernos baseados na produção de conhecimento beneficiam-se da veiculação controlada de informação divergente. É indispensável certa contradição na informação para que o sistema funcione.
A existência de informação divergente é necessária à produção de conhecimento. Pois o próprio aprendizado consiste em analisar as versões e a consideração de hipóteses para se chegar a uma conclusão.
4ª Hipótese:
O controle da opinião pública fundamenta-se na:
a) restrição de versões inconsistentes com o estado de coisas pretendido
b) imposição de versões consistentes com o estado de coisas pretendido
a) refere-se à censura (impedimento de enunciar, seja de que origem)
b) refere-se à divulgação (organização dos meios de informação, construção de narrativas)
5ª Hipótese:
Fatos que contrariam versões dominantes de interesse do sistema de poder podem ser desqualificados como fenômenos inexplicáveis ou ainda remetidos a especialistas.
A informação correta sobre o significado de um acontecimento fica restrita aos estudiosos que acompanham o evento, não necessariamente é divulgado.
6ª Hipótese:
O controle da opinião pública nas sociedades modernas fundamenta-se no domínio estatístico dos meios de informação pública, aferido pelas pesquisas de opinião.
Sendo que (o controle da opinião na sociedade moderna nunca é total) e que (o sistema de poder beneficia-se de certo grau, minoritário, de opinião divergente), então toda dominação é estatística.
O desenvolvimento de métodos avançados e confiáveis de pesquisa de opinião viabilizam o acompanhamento do processo de modo a permitir correções no pergurso.
7ª Hipótese:
Restrições à opinião divergente e imposição de versões são tão mais rigorosas e intensas quanto maior a abrangência do veículo e seu poder de gerar reações de empatia. Os veículos menos controlados são os de informação técnica destinados a especialistas e aqueles de informação geral que se destinam às elites sociais.

O controle de opinião pública é menor sobre artigos em linguagem forma nos diários do que nos textos mais acessíveis das páginas de atualidades; nos jornais destinados a frações da elite do que nos diários populares.
8ª Hipótese:
O controle de opinião pública é tão menos percebido quanto mais diversificados os mecanismos controladores e tão melhor expressam interesses particulares, ditos legítimos.
A diluição do controle de opinião pública entre organizações financeiras, empresas, grupos de pressão e autoridades divide as responsabilidades e se torna menos perceptível pelo público.
9ª Hipótese:
O controle da opinião pública pode ser conseguido pela
a) restrição a versões divergentes ou imposição de versões convenientes aos produtores de informação pública
b) cooptação ou adesão voluntária dos mesmos produtores
c) combinação dos macanismos anteriores
Suponhamos um publicitário que nada tenha contra o nu, por achar que a exibição do corpo humano em nada agride a moral: ainda assim, deverá se conformar com limitações à nudez na produção de seus anúncios.
10ª Hipótese:
Atualmente, é dita ilegítima qualquer atividade de controle de opinião pública que se realize independentemente da ordenação econômica e fora do enquadramento em "leis de mercado"; e legítima qualquer atividade de controle de opinião pública que se apóie na ordem econômica e se enquadre em "leis de mercado".
Ex: uma revenda de carros se destina avender alguns segmentos de carros, não qualquer marca. No entanto, dificilmente veicularia informação sobre fabricação de carros menos velozes, porque isso "afetaria negativamente o mercdo".
11ª Hipótese:
O controle de opinião exerce-se sobre versões, não sobre fatos. Essas versões permitem construir cenários convenientes do resente e do futuro.
Fatos relevantes não devem ser omitidos porque existem independentemente do conhecimento que se tenha deles. Por isso é extremamente importante, para os mecanismos de controle, não diferenciarem os fatos (ocorridos) das versões (atribuição de sentido, causa, relação entre fatos). É a partir disso que o sistema controlador pode afirmar que não mente e que admite mesmo o que o contraría.

sábado, 3 de maio de 2008

IMAGEM PÚBLICA

Livro: Comunicação e Política (Antonio Albino) - capítulo Imagem Pública
Maria Helena Weber
A imagem pública é construída entre certezas e dúvidas do espectador em relação Pa informação e seu autor. A constituição da imagem pública é mantida como fator vital à visibilidade e reconhecimento de instituições e sujeitos da política. São imagens geradas na esfera da "política estetizada", onde sujeitos e onstituições se comparam e são comparados.
Os discursos da política serão sempre persuasivos, sustentados por argumentação. A política mostra partes convenientes esperando produzir apoio, votos e opinião. A imagem pública dos sujeitos políticos vai sendo formada individual e simultaneamente a partir da combinação das representações visuais e das representações mentais.
A visibilidade política se dá através das mídias (suportes de fabricação e difusão das imagens). A importância da sua veiculação depende do lugar ocupado pelo político e do grau de responsabilidade social.
AÇÕES DE INSTITUIÇÕES E SUJEITOS POLÍTICOS = INFORMAÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO = PARTICIPAÇÃO DA MÍDIA = REPERCUÇÃO PÚBLICA
As informações e ações de instituições e sujeitos públicos, sendo públicas, são informações de interesse público. A repercução é pública, é desencadeada pelas mídias, adversários, grupos sociais, indivíduos, através da veiculação de suas opiniões e imagens sobre a ação do sujeito político.
Tudo se dirige ao espectador, sujeito principal do processo de formação da imagem. A credibilidade depende da legitimidade de quem fala, do seu lugar de fala, do poder que lhe foi atribuído e da imagem sobre esta legitimidade, construída estrategicamente.
Política especular
A busca de uma visibilidade norteia o poder da comunicação. A imagem é sempre intermediada. Todos os sujeitos políticos cobiçam a aprovação pública.
A intervenção contínua de redes de comunicação midiática mantém a visibilidade política (o espetáculo).
A imagem pública é uma estratégia de visibilidade de resultados. Cada instituição e sujeito político mantém um sistema estratégico com objetivo de conquistar a produzir opiniões públicas e privadas, apoio, adesões e votos.
A política de imagem é um fenômeno que transforma a arena política numa competição pela produção de imagens dos atores políticos, pelo controle de modo de sua circulação na esfera pública, pelo seu gerenciamento nos media e pela sua conversão em imagem pública.
A persuasão política depende menos da argumentação do que daquilo que é manifestado espetacularmente e se faz pela difusão cotidiana de imagens onde o pder passa a dispor das aparências.
O modo depordução de imagens políticas modificou o modo de fazer política.
Máscaras públicas
A associação entre política e imagem traz à tona a idéia do carisma weberiano. As relações entre poderes políticos, econômicos e midiáticos, assim como a celebração da aparência, reduziram o carisma à capacidade de convencimento.
Como homem detentor de alguma verdade e habilitado a exercer o poder da representação, o homem político é um homem de honra que se torna vulnerável às suspeitas, calúnias e escândalos. A pessoa individual anula-se em proveito de uma pessoa moral ou daquilo que é representado.
Lapidar a imagem píblica é necessidade de quem busca aprovação e repercução e está entre duas realidades: a auto-imagem e a imagem desejada; a outra, a imagem percebida (que será avaliada pelas pesquisas).
Todas as imagens são fabricadas. A imagem pública começa a ser construída nas informações persuasivas emitidas pelos sujeitos públicos a respeito de seus projetos e suas necessidades, na forma de "imagem desejada". Termina de ser construída por aqueles que a recebem - o resultado é a imagem percebida.
Todas as instituições e sujeitos que disputam os espaços públicos e votos são vulneráveis a julgamentos, curiosidades, expectativas e, portanto, passíveis de formação de opiniões, imagens e dúvidas.
Sujeitos e instituições que disputam espaços e representação pública têm sua imagem mantida através de mediações (comunicação direta com seus públicos) e midiatizações (comunicações atravessadas pelas mídias).
IDENTIDADE DA INSTITUIÇÃO E DO SUJEITO QUE DESEJAM UMA IMAGEM
Não se constrói uma identidade: é possível, sim, fortalecer ou obscurecer determinados aspectos.
Para obter uma imagem pública favorável, cada objetivo será pensado como ação estratégica entre o político e o público-alvo. O objetivo é evidenciar suas diferenças e qualidades em relação so outro partido/candidato.
Mesmo planejada estrategicamente, a circulação de discursos e imagens foge ao controle do emissor e dependem da mídia que tem o poder de tornar visível e ocultar verdades e realidades. A adoção de um sujeito ou instituição pelas mídias traz resultados e provoca a opinião pública.
Dessa forma, o tempo da política é determinado pelo tempo midiático. A versão também depende da mídia, que divulga conforme seu ponto de vista ou dos seus patrocinadores.
As mídias organizam e hierarquizam as informações e imagens. A primeira página, programas de debates, o tempo e o espaço destinados irão influenciar a formação das opiniões. O aprofundamento da questão, as grandes reportagens e coberturas dependerá das vinculações políticas da empresa e de seus interesses mercadológicos.
Os sujeitos políticos têm sua qualidade aferida pela opinião pesquisada e a valoração obtida junto às mídias. Cada vez mais as atitudes políticas são justificadas pelo índice percentual obtido em pesquisa.
(DES) CONSTRUÇÃO DA IMAGEM PÚBLICA
Quem disputa o oder pretende controlar o modo de ver e o de ser visto. Utilizam a persuasão no discurso para capturar a mídia, que reproduzirá e para capturar o indivíduo, que opinará. Tudo depende do conceito, da campanha, o qual será tornado visível para seduzir, para convencer, através de slogans, marcas visuais, eventos, material publicitário e informativo, ocupações de espaços na mídia. Além disso, contribuem para a constituição de imagens do sujeito político inúmeros fatores de ordem discursiva, combinados individualmente, qualificando a instituição positiva ou negativamente.
Sujeitos políticos dependem da imagem pública e as informações que a constituirão estão vinculadas à demarcação das diferenças, das qualidades do sujeito político em relação aos outros. Poderá ser próxima à imagem desejada quando forem acionados os especialistas e as técnicas de produção e circulação de mensagens estratégicas sobre seu projeto.
Poderá ser uma imagem distante da desejada quando as referenciais são produzidas em outros lugares, em redes de circulação de imagens, onde a disputa é permanente. Assim, a imagem formada sobre uma instituição ou sujeito político é um processo contínuo e alterado de construções e desconstruções.
É do olhar do espectador que sujeitos e instituições dependem para a formação de imagem e publicação de resultados. Trabalhar com a imagem pública significa entender que a sua construção se dá na mesma proporção de sua desconstrução.
A cobiça por uma imagem pública favorável sintetiza o movimento da política contemporânea, que faz da sua mediação indicador de qualidade, credibilidade, nas disputas de manutenção e conquista de poder.
A credibilidade da política está diretamente associada à credibilidade da mídia. Instituições e sujeitos políticos desejam ser adotados e defendidos pelas mídias para que possam capturar as opiniões.

O ESCÂNDALO COMO ACONTECIMENTO MIDIÁTICO

Livro: O Escândalo Político
O escândalo como acontecimento midiático
John B. Thompson
Com o desenvolvimento das sociedades modernas surgiu uma forma particular de escândalo, interligado às formas midiáticas de comunicação.
Quais as características desses escândalos midiáticos?
Características Escândalos localizados Esândalos midiáticos
Tipo de transgressão de primeira ordem primeira e segunda ordem
Tipo de publicidade publicidade de co-presença publicidade m idiática
Tipo de revelação comunicação face a face comunicação midiática
Modo de desaprovação comunicação face a face comunicação midiática
Base de evidência relativamente efêmera relativamente durável
Referencial localizado sem local
Hoje o escândalo se refere a ações que envolvem transgressões (infringir - desrespeitar) de certos valores, normas.
Escândalos locais
Escândalos locais ou midiáticos implicam alguma forma de transgressão, mas os localizados se referem a transgressões de primeira ordem (transgressões de calores que possuem certo grau de obrigatoriedade).
Os escândalos implicam em algum grau de conhecimento de não-participantes, portanto, são, necessariamente, casos públicos. Os localizados implicam publicidade de co-presença (acontecimentos que se desdobram nos locais da vida cotidiana, onde as pessoas interagem uma com as outras face a face). As pessoas envolvidas se conhecem e tomam conhecimento das ações através da fofoca, boato através da conversação.
Escândalos midiáticos
Implicam transgressões de primeira e segunda ordem (a medida que os escândalos se desdobram, as pessoas que se encontram no centro do acontecimento se tornam prisioneiras de um processo difícil de ser controlado).
Esses acontecimentos se desenrolam através das formas midiáticas de comunicação e adquirem uma publicidade que é independente de sua capacidade de ser vista ou ouvida. As ações ou acontecimentos se tornam visíveis aos outros que não estão presentes no tempo e local da ocorrência.
De que modo a ocorrência dos escândalos determina as características da comunicação midiática?
Toda ação acontece dentro de um referencial esécífico que envolve certas convenções e características do local. Um indivíduo agindo dentro desse referencial irá adaptar seu comportamento a tal referencial, procurando projetar sua auto-imagem com a imprewssão que ele deseja passar.
O referencial de ação e as características que são acentuadas pelos indivíduos agindo dentro dele são a "região frontal". As ações inapropriadas ou que podem desacreditar a imagem que a pessoa quer projetar são "regiões de fundo".
Indivíduos que queiram projetar certa imagem através da mídia podem descobrir que, apesar dos seus melhores esforços, é extremamente difícil controlar as formas de comportamento nas regiões de fundo onde elas se originam.
Os escândalos midiáticos são acontecimentos que envolvem o vazamento do comportamento de região de fundo para regiões frontais. Através das formas midiáticas de comunicação, se tornam visíveis a milhares de outros. Muitas vezes, os escândalos causam mais impacto não tanto pelo caráter da transgressão mas sim em relação às formas de comportamento da região de fundo que são inaceitáveis com as posições exercidas e com as imagens projetadas pelos indivíduos em questão.
Ex: um presidente ter o caso com sua secretária. Transar com a secretária não é tão impactante quanto o fato de o presidente "trair" sua mulher, desrespeitá-la. Ou seja, se faz isso com a própria mulher, o que é capaz de fazer para a nação?
Nos escândalos midiáticos as ações são reveladas por formas de comunicação midiática e chegam ao alcance de muitos não-participantes situados em contextos e localidades diferentes. Assim, a informação dada pela mídia é discutida pelas pessoas nas suas vidas cotidianas.
Quanto à desaprovação, os escândalos pressupõem atos de transgresssão que se tornam conhecidos dos outros juntamente com a desaprovação feita pelas pessoas. No caso dos escândalos midiáticos, as manchetes dos jornais, as críticas, caricaturas dos envolvidos... são o objeto de reprovação e desaprovação.
Como provedores de evidência, os meios de comunicação podem passar a ter um papel crucial. Eles fixam a informação: as palavras escritas no papel ou as falas registradas na fita são mais difíceis de serem negadas que palavras trocadas em uma interação face a face. A importância da evidência fixada em meios duráveis ajuda a explicar por que oescândalos podem ser incentivados pelos novos desenvolvimentos tecnológicos.
Dessa forma, a informação e o conteúdo simbólico podem ser transmitidos a outros que estão situados em locais diversos e distantes. As informações podem ser lidas e relidas, vistas e revistas. Assim, os escândalos localizados midiáticos podem se transformar rapidamente em acontecimentos nacionais ou globais.
A estrutura seqüencial dos escândalos midiáticos
Os escândalos midiáticos se desenrolam pelo tempo marcado pelo ritmo da mídia, pelos seus padrões de publicação e difusão.
Duram mais que um dia pois no primeiro dia as revelações aparecem na mídia, sendo apenas o início de um possível escândalo. Dependendo da maneira como os outros irão responder às revelações, como as respostas irão aparecer nos outros dias, semanas, sua repercução irá caracterizar o escândalo. Uma revelação inicial seguida por um silêncio não irá evoluir para um escândalo.
Mesmo assim, o escândalo midiático possui certo tempo, pois irá alcançar um ponto final (confissão, julgamento) ou irá definhar gradualmente à medida que o interesse público diminui e as mídias decidirem que ele não merece mais a atenção, destaque de antes.
Fases do escândalo midiático
Pré-escândalo: o escândalo midiático não começa com a transgressão em si mesma, mas com o ato da revelação que torna a transgressão ao conhecimento público. Apresenta fofoca, boatos e rumores entre os indivíduos que sabem algo sobre o ocorrido.
Escândalo: começa com a divulgação pública do acontecimento. Essa divulgação pode ser discreta (uma pequena nota no jornal), mas sua divulgação pode ser suficiente para desencadear uma seqüência de eventos que ganham corpo rapidamente e outras mídias se interessam pelo fato. Irá se concretizar ou não conforme os desdobramentos na mídia. Cada movimento dos envolvidos pode acarretar um movimento contrário, alegações podem produzir negativas, ameaças.
Clímax: novas divulgações e especulações podem aumentar a pressão sobre os envolvidos, pode levar a uma confissão, renúncia, demissão e também pode resultar no desaparecimento das acusações contra os indivíduos envolvidos e à dissipação do escândalo.
Conseqüências: o calor do escândalo passou, há uma reflexão sobre oas acontecimentos e as implicações, contar e recontar histórias sobre os acontecimentos. Cada comentarista conta da sua meneira, gerando uma multiplicidade de histórias que variam em detalhe e ênfase.